sábado, 12 de julho de 2014

Vamos voltar pra casa?

"Sabes de tudo sobre esse possível amargo futuro. Sabes também que já não poderias voltar atrás, que estás inteiramente subjugado e as tuas palavras, sejam quais forem, não serão jamais sábias o suficiente para determinar que essa porta a ser aberta agora, logo após teres dito tudo, te conduza ao céu ou ao inferno" (Natureza Viva, Caio Fernando Abreu)

Meu céu,  meu inferno.

Meu amor  no acordar da manhã
e no olhar perdido da madrugada.
Minha mente assim esqueceu ser sã
escolheu sonhar descontralada.
Meu coração pertencente a teu inteiro
recolhendo-se por sua vez em pedaços
Minha pele em toque seu certeiro
vivendo de olhar esses seus traços.

sábado, 28 de junho de 2014

Quase sem querer

Meu amor é a música guardada em seu coração, adormecida por anos, tirada no violão.
Meu amor é você me sorrindo na manhã preguiçosa de sol escaldante de inverno.
Meu amor são seus olhos e os vestígios de esperança que ainda existem nele.
Meu amor é o silêncio de madrugada substituindo as lágrimas derramadas.
Meu amor é o passo vagaroso que você dá por não querer a despedida.
Meu amor é o filme com a jornada e ela no final esperando por você.
Meu amor são tuas mãos tocando as minhas assim sem querer.
Meu amor é teu sono tranquilo debaixo do sol da manhã.
Meu amor é a distância triste e a vontade de te ver.
Meu amor é meu suspiro quando a teimosa é tua.
Meu amor é o tocar do celular a te esperar.
Meu amor é tua felicidade alcançada.
Meu amor é você e nada mais.
Meu amor é um milagre.
Meu amor é sim você.
Seu amor sou eu.

sábado, 22 de março de 2014

And in a moment it all came to this

Why did you become you?

I probably will never know the exact words that would answer this question, maybe because it wasn't a transformation, you were always like this, this terrible and fucked up "you".
I'd be screaming you out if I could, but all the love and affection that I once wanted to give to someone, now it's locked in you as my memories, my dream and hopes. How can I keep breathing?
Of all the things I heard. Why'd it have to be these words?

Selfish heart
Controls my mind
Changing me
Loses an endless part
that I'll never find
that I'll never see


domingo, 31 de março de 2013

Bem que se quis

tenho aquela dor inexplicável da ausência.
sempre terei.
como viver?
Escrito num papel sujo rasgado no fundo de uma gaveta
Não existe você e eu, ou eu, sem eu.
Existe este embate eterno de terrores profundos
tecendo nossas entranhas todos os dias
Causando nossas lágrimas todas as noites
E cansa-se.
Cai

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

These are the ghosts that broke my heart before I met you

Caro amigo,

Se fosse reclamar dessa mesma música chata tocando incessantemente no rádio, você não reconheceria em mim a paixão e o amor que agora se percebem em cada poro de minha pele. Dizer que as coisas não fazem sentindo são apenas reflexo desse sentimento a muito não experimentado. Ah sim, as coisas fazem sentido. Não para o cérebro (citando aquele velho clichê, você sabe, adoro clichês) mas para o coração.
E aqui estou eu distante daquela a quem quero bem, desejando que ela nunca deixe de me olhar daquele jeito. O olhar e o sorriso dela me alimentam. Escrever-te sobre a minha felicidade, porém, me pintaria apenas como uma esnobe. Não estou aqui para isso. Estou aqui para lhe apresentar estes fantasmas que já me assombraram, afinal, por que não deixar o passado aqui, nesta carta perdida no meio do tão grandioso mundo da internet.
Para ser sincera, foram muitos fantasmas mas poucos que me levaram e poucos que levei.
Meu primeiro, pouco foi, meu segundo, paixãozinha infantil, deliciosa, mas infantil.
O terceiro, e o quinto, equivalem em questão de importância, pois pouco foram também.
O quarto não é fantasma.
Nesse meio todo tinha ela a quem amei tão desesperadamente que o pouco que me restou jamais conseguiu se compor de verdade. Dei-lhe minha vida, dei-lhe meus dias, e saber que nada disso jamais foi o suficiente para que ela me amasse provocou um monstro em mim que nem sabia existir: o ego. Jamais deixaria alguém me humilhar de novo, dizia eu, dizia o ego. Estava enganada.
Depois dela veio outra, não chamaria de fantasma e sim de enfermeira. Queria tanto ter amado aquela enfermeira que gentilmente cuidava de partes em mim que eu nem imaginava estar quebrada. Não consegui.
Conheci ele, por fim. Amei-o de novo, desesperadamente. Achei que jamais teria outra pessoa em minha vida, experimentei a estabilidade. Não deveria. Dessa vez não fui quebrada, fui rasgada. Virei papel inútil e amassado por um ano. Por um ano julguei não ser capaz de amar ninguém novamente.
Então conheci ela, será que faz sentido parte dela ser fantasma? Comecei a ama-la assim, sem motivo nem vergonha. Com pressa, amei-a com pressa. Declarei-me e imaginei que aquilo que eu via dentro dela estaria perdido pra sempre. Tive raiva também, dentre tantos outros sentimentos, e quase cheguei a odiá-la por ter me feito provar daquele sentimento de novo.
Esse meu fantasma, deu-me a mão. Disse que não queria mais ser fantasma. Hoje não me imagino num mundo em que ela não esteja respirando. Nos amamos. E aqui dou-me a ela, desse jeito: pausada, errada, rasgada. Esperando permanecer sempre em seus braços.

Com carinho,
Bittersweet.

sábado, 15 de setembro de 2012

Não

Quando não existe mais a vontade de continuar e o relógio parece parado, 
e a vida é como aqueles dias de calor tão intenso que tudo é úmido e estagnado. 
Não existe um futuro proposto, nem a ação eficaz de ter tentado.
Eu me calo 
diante o seu sorriso certo 
de que as coisas vão fazer mais sentido no dia seguinte,
 mesmo que isso assuste numa intensidade obscura.
Peças, engrenagens, conexões. 
Não funciona. Nem sei saber funcionar.
Dói o eu, não o seu, nem o de ninguém.
Dói todos os prismas meus
Dói esse teu outro seu alguém


terça-feira, 17 de julho de 2012

Asco

-Não, não é tão óbvio assim...
-Quer parar?!
-E mudaria alguma coisa?
-Ah, de novo... a pergunta de sempre. Queres jogar e não ser jogado, matar e não ser morta... conveniente não?
-Pelo menos eu jogo, pelo menos eu mato...
-Que seja.
-No fim, você é tão descartável quanto eu. Você também se sente...
-Não fale DESSE sentimento! É asqueroso.
-É horrível todos fingirem não senti-lo, e tentarem não senti-lo... então sou eu com a conveniência, você com a negação.
-Não trate com preferência quem te trata como opção.